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Cabo Verde

 

Cabo Verde é sinónimo de gastronomia rica, com a tradicional Cachupa, o conhecido Bife de atum, o Xerém, ou ainda o Modjo típico de São Nicolau.

 

Cabo Verde é a arte da Morabeza, que espelha o carinho com que nos recebem, é o símbolo da Sodade, tal como nos mostrou a voz de Cesária Évora, e do Cretcheu, o lado doce e romântico de um povo.

 

Cabo Verde é uma melodia calma e terna como a Morna, é o ritmo quente do Funaná

 

Cabo Verde é ainda um modelo de democracia, estabilidade e crescente prosperidade. Facto esse comprovado pela atribuição do prémio Mo Ibrahim ao ex- Presidente Pedro Pires, como forma de reconhecimento pelos seus feitos em termos de direitos humanos e boa governação, em que Cabo Verde se tornou o segundo país africano a elevar-se da categoria dos Menos Desenvolvidos da ONU.

Ilha de S.Vicente

 

São Vicente é a segunda ilha mais populosa de Cabo Verde, localizada no grupo do Barlavento, a noroeste do arquipélago. O canal de São Vicente separa-a da vizinha ilha de Santo Antão. O  Aeroporto de São Pedro localiza-se a sul da cidade do Mindelo, o principal centro urbano da ilha e segunda maior cidade do país, onde se concentra grande parte da população da ilha que no seu todo conta com 74.136 habitantes. 

Descoberta no dia de São Vicente em 1462, pelo navegador português Diogo Gomes, a ilha ficou despovoada durante muitos anos devido à falta de água. Foi só em 1838, quando se estabeleceu um depósito de carvão para abastecimento dos navios em rota pelo Atlântico na baía do Porto Grande, que a população se começou a fixar, fundando-se a cidade do Mindelo. A ilha tornou-se escala obrigatória a meio do Atlântico para navios de todo o mundo e marinheiros de muitas nacionalidades confraternizavam nas tabernas e cafés do Mindelo. Por essa altura, a cidade tornou-se um centro cultural importante e cosmopolita onde a música, a literatura e o desporto eram cultivados. Chegou mesmo a aventar-se a hipótese de se transferir a capital de Cabo Verde para o Mindelo. O ciclo durou apenas algumas décadas, pois com a substituição, no início do sec. XX do carvão pelo diesel como combustível dos navios, o importante porto perdeu a sua preponderância. Mais tarde, a ilha ganhou novo fôlego como ponto de ligação transatlântica de cabos submarinos de telégrafo. Do período áureo, a cidade do Mindelo conserva um centro histórico relativamente bem preservado, onde predomina a arquitectura de estilo colonial, sendo um bom exemplo o Palácio do Governador. O Liceu Nacional Infante D. Henrique (actual Escola Jorge Barbosa), teve enorme importância no desenvolvimento da consciência nacional cabo-verdiana, tendo lá estudado muitos dos obreiros da independência nacional, incluindo Amilcar Cabral e o antigo Presidente da República Pedro Pires.

Embora seja de origem vulcânica a ilha é relativamente plana, especialmente a área central, a zona leste do Calhau e a zona norte da Baía das Gatas. O ponto mais alto da ilha é o Monte Verde. Outra elevação importante é o Monte Cara ― assim chamado por fazer lembrar um rosto humano olhando o céu. Apesar da forte erosão são ainda bem visíveis algumas crateras de vulcões como é o caso do vulcão Viana, no leste da ilha, e a própria baía do Porto Grande. A área urbana do Mindelo localiza-se na zona noroeste. As praias de areia branca da Baía das Gatas, Calhau e São Pedro são muito frequentadas. A ilha tem na pesca, no turismo e na exploração do seu movimentado porto de mar ― o Porto Grande ― as suas principais fontes de receita.

São Vicente foi sempre uma ilha fértil em termos culturais. A cidade do Mindelo é informalmente considerada a capital cultural de Cabo Verde e a sua noite é famosa pelos seus bares animados com música ao vivo, nos quais por exemplo se iniciou a carreira de Cesária Évora. Além da música, a cultura são-vicentina destaca-se em diversas áreas como o teatro e a literatura. Eventos anuais têm grande destaque, como Carnaval, o Festival de Música da Baía das Gatas em Agosto e as festividades de Fim de Ano. 

São Vicente tem muitos pratos típicos, muitos deles tendo o marisco por base. Para além da célebre “catchupa”, há o "arroz de cabidela de marisco à Dadal" e o "guisado de percebes".

O clima é tropical e ronda os 24°C de temperatura média. Para além do português, língua oficial, o crioulo cabo verdiano é usado no dia-a-dia pela grande maioria da população de São Vicente.